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Após greve, Correios pede dissídio coletivo à Justiça do Trabalho

Argumento da empresa é que a única solução viável seria o fim da paralisação sem a necessidade do aumento de gastos do Estado

Os Correios apresentaram pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), nesta quarta-feira (11/09), mesma data em que cerca de 18% dos servidores da estatal entraram em greve. O argumento da empresa é que a única solução viável seria o fim da paralisação sem a necessidade do aumento de gastos do Estado.
Levantamento dos próprios Correios estimam 17,9 mil ausências de trabalhadores nesta quarta, sendo 16,1 mil carteiros, 999 operadores de transbordo, 813 atendentes comerciais e 23 outros cargos. Os trabalhadores pedem a reposição da inflação e são contra a privatização da estatal, incluída mês passado no programa de privatizações do governo.
A classe pede ainda a reconsideração quanto à retirada de pais e mães do plano de saúde, pleiteia melhores condições de trabalho e outros benefícios. A greve foi decretada nesta terça-feira (10/09), em assembleias realizadas em diferentes estados do país. Às 13h desta quarta, sindicatos de 20 estados e do DF haviam aderido à paralisação.

Dissídio

O dissídio coletivo é instaurado quando não há acordo entre trabalhadores (ou sindicatos) e empregadores. Sem acordo, os envolvidos ingressam com ação na Justiça do Trabalho. Desta forma, a Corte torna-se responsável pela solução do conflito, como uma mediadora, criando normas e condições que regularão a relação trabalhista entre as partes.
Em nota, a empresa afirma esperar que “a Justiça vai avalie a negociação, ouvindo as partes, e que um relator vai produzir um voto analisado pelo colegiado do tribunal”. Os Correios dizem que “conforme amplamente divulgado, estão executando um plano de saneamento financeiro para garantir a competitividade e a sustentabilidade da empresa”. A estatal tem uma dívida de R$ 3 bilhões.
Fonte: FENACON/CORREIO BRASILIENSE
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